GRáVIDA OU ATRIZ, A PERGUNTA QUE FICA PARA O GOVERNO MUNICIPAL? A DOR QUE PRECISOU VIRAR ESPETÁCULO PARA SER VISTA

Na noite de 18 de março de 2025, Baixa Grande foi palco de mais um capítulo da novela trágica que é a saúde pública. Uma jovem grávida de 15 anos, com uma gestação de risco, foi filmada sentindo fortes dores dentro do Hospital Maternidade. Mas, ao invés de prontamente receber os cuidados necessários, ficou na fila da regulação, esperando por um chamado que parecia não ter pressa para chegar. A pergunta que ressoou nas redes sociais foi: a dor dela era real ou uma encenação? Sim, porque, aparentemente, para a gestão municipal, sofrimento sem câmeras não é sofrimento suficiente.
Diante da repercussão do caso, um milagre aconteceu: a regulação, que costuma ser mais lenta que tartaruga em marcha-ré, de repente funcionou! Mas por que foi necessário um alarde digital para que uma gestante em situação crítica fosse atendida? O prefeito e a primeira-dama, sempre tão prontos para tirar fotos em eventos festivos, não tiveram a mesma disposição para aparecer no hospital e resolver o problema antes que virasse um escândalo.
E a Secretária de Saúde? Ah, essa brilhou como sempre… mas só depois do barulho. Quando o problema já estava resolvido, lá foi ela, com sua retórica afiada e o velho discurso politiqueiro. Em vez de reconhecer a falha do sistema, preferiu transformar a crise em palanque e ainda disparou uma pérola: “Um povo não vai voltar a governar Baixa Grande”. Alguém precisa avisá-la que saúde não tem cor partidária. A prioridade aqui deveria ser garantir atendimento digno, não acumular likes e elogios de aliados.
O episódio expõe, mais uma vez, o descaso da administração com a população mais vulnerável. Uma gestante adolescente, com gravidez de risco, teve que esperar sua vez na fila da insensibilidade até que o clamor popular fizesse a roda girar.
Se a Secretária de Saúde e o Prefeito tivessem a mesma rapidez para agir quanto têm para justificar e fazer politicagem, talvez a cidade tivesse serviços de saúde eficientes. Mas, pelo visto, sem holofotes e sem escândalo nas redes, a prioridade deles continua sendo a mesma: proteger a própria imagem
Por: Baixa Grande Na Tela