TRANSPORTE ESCOLAR EM BAIXA GRANDE: UMA COMÉDIA DE ERROS OU TRAGÉDIA ANUNCIADA? MÃE E FILHO ANDAM 4 KM ATÉ A ESCOLA, PARA QUE A CRIANÇA POSSA ESTUDAR

Em pleno século XXI, onde o avanço tecnológico e a modernização dos serviços públicos deveriam ser prioridades, Baixa Grande parece ter engatado a marcha à ré na educação. Imagine a cena: uma mãe e seu filho, debaixo de sol escaldante ou chuva torrencial, caminhando 4 QUILÔMETROS até a escola para que a criança possa chegar à escola a pé, porque o motorista do veículo que faz linha para educação simplesmente se recusa a entrar um pouco mais para buscar a criança? Isso mesmo, 4 quilômetros! Não é um caso isolado, não é exceção, é a regra!
E a pergunta que não quer calar: a secretária de Educação já deu uma voltinha por essas estradas? Será que já precisou acordar de madrugada e caminhar no escuro com uma criança para que ela possa ter o direito básico à educação garantido? A resposta parece ser um sonoro NÃO!
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, é obrigação do município garantir transporte escolar aos alunos da rede pública que residem em áreas rurais, visando a igualdade de acesso à educação. No entanto, em Baixa Grande, parece que a legislação federal vale menos do que um papel de bala jogado na rua.
QUEM MANDA: A LEI OU A TEIMOSIA?
O Artigo 11, inciso VI, da LDB, deixa claro: é competência dos municípios “assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal”. Mas parece que a administração municipal decidiu inovar e criar sua própria versão da lei. ” Ou quem sabe, a nova diretriz da pasta seja um reality show chamado “Sobrevivendo ao Ensino”.
Será que a secretária de Educação está ciente dessas dificuldades? Ou será que sua nomeação foi apenas mais uma daquelas “indicações políticas” onde o critério de escolha foi tudo, menos experiência na área? Ser gestor de uma pasta como a educação não é apenas ocupar um cargo, ganhar um salário e fazer cara de importante em reuniões. Educação exige COMPROMISSO, EMPATIA e, acima de tudo, CONHECIMENTO.
SOLUÇÕES OU DESCULPAS?
Enquanto isso, as famílias continuam enfrentando desafios diários para garantir que seus filhos cheguem à escola. O município segue na contramão do progresso, e a educação, que deveria ser prioridade, vira alvo de descaso.
Afinal, o problema é realmente falta de recursos ou pura incompetência? O município pretende resolver essa situação ou vai seguir no piloto automático, ignorando o direito básico das crianças?
Está na hora da administração municipal lembrar que a educação não se faz com discursos vazios, mas sim com ações concretas. E se a secretária de Educação não sabe disso, talvez seja melhor procurar outra ocupação. Com saída dela e chegando alguém com mais competência a criança possa chegar à escola através do transporte escolar.
Por: Baixa Grande Na Tela